Ceagre e Fazendas Reunidas Baumgart promovem o 2° Dia de Campo do Goiás Verde
- CEAGRE

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O evento contou com as apresentações dos dados coletados no decorrer da safra 2025-26 e as demonstrações de novos equipamentos, como as torres de fluxo.

Na terça-feira, 03 de março, a Fazendas Reunidas Baumgart sediou o 2° Dia de Campo do Goiás Verde, um projeto do Centro de Excelência em Agricultura Exponencial (Ceagre) e do IF Goiano, com fomento da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e da FAPEG. Nesta segunda edição, o evento focou na discussão dos dados coletados pelos pesquisadores no decorrer da safra 2025-26, com demonstrações dos equipamentos usados em campo e a inauguração de novas estruturas.
A solenidade de abertura contou com a participação de diferentes representantes do ecossistema de parceiros do IF Goiano, como o prefeito de Rio Verde, Wellington Carrijo, e do secretário da Secti Go, José Frederico Lyra Netto. O produtor rural Alexandre Baumgart, sócio-diretor da Fazenda Reunidas, recepcionou o público de agricultores, diretores e pesquisadores no Centro de Treinamentos. Em sua fala, o gestor destacou a importância do projeto para o fortalecimento da imagem do agronegócio como um segmento que preza pela sustentabilidade.
O Goiás Verde busca a estruturação de um mercado de créditos de carbono para o estado, reunindo dados e pesquisas sobre diferentes parâmetros produtivos da agricultura. As suas equipes científicas são formadas por pesquisadores do IF Goiano e Ceagre, que estão divididas em cinco áreas: ecofisiologia de plantas, condições de solo, gases do efeito estufa, mapeamento aéreo e ciência de dados. Os estudos desenvolvidos contam com a participação de 10 propriedades rurais em Rio Verde (Go) e Cristalina (Go).

Os avanços do projeto foram apresentados pelo prof. Fernando Cabral, líder científico da linha de Manejo de Altas Produtividades do Ceagre. No decorrer de sua fala, o pesquisador explica que o Goiás Verde já reuniu um banco de dados robusto sobre diversos cenários agrícolas. Estas informações estão sendo estruturadas pela equipe de ciência de dados, coordenada pelo prof. Leandro Rodrigues. Uma das novidades do projeto para 2026 será a disponibilização de uma plataforma interativa, com as características produtivas das fazendas que estão vinculadas ao projeto.
Além deste portal inédito, o Goiás Verde também vai contribuir para a formação de recursos humanos no agro de forma gratuita. No decorrer do ano, serão oferecidos 08 treinamentos abertos ao público nas áreas de: mapeamento com drones, modelos de aprendizagem da máquina, estudos de trocas gasosas no solo, processamento de imagens e entre outras. Os participantes terão a oportunidade de participar de um cronograma teórico e prático, com aulas de 08h e 12h, que serão coordenadas por pesquisadores vinculados ao projeto.
Após as apresentações teóricas, o secretário da Secti Go, José Frederico, parabenizou o Ceagre pela condução do Goiás Verde. De acordo com o gestor, o centro desempenha um papel importante de conexão entre a academia científica e a iniciativa privada, fortalecendo a produção de tecnologias entre instituições de ensino e empresas. O prefeito de Rio Verde, Wellington Carrijo, também reforçou o protagonismo do IF Goiano nesta missão, em específico o campus rio-verdense, que soma um portfólio com mais de 100 projetos em parceria com a Prefeitura.

A parte prática do 2° Dia de Campo do Goiás Verde levou os participantes para uma das áreas de cultivo de soja da Fazendas Reunidas Baumgart. Neste ambiente imersivo, os coordenadores das equipes científicas do projeto demonstram o funcionamento de alguns equipamentos que são usados. No âmbito da ecofisiologia, o prof. Alan Carlos da Costa, diretor geral do Ceagre e pró-reitor de Pesquisa do IF Goiano, apresentou o IRGA (Infrared Gas Analyser), modelo LI-6800. O analisador automático é utilizado em coleta de dados de fotossíntese, carbono e fluorescência, com aplicação em estudos sobre os estresses abióticos das plantas.
O prof. Eduardo Severiano, coordenador da equipe de solos, falou a respeito das condições físicas e dos impactos identificados nas áreas estudadas no decorrer da safra 2025-26. Em complemento, o prof. Tiago Paim, responsável pelo grupo de trocas gasosas no solo, explicou o funcionamento dos analisadores de gases usados em campo: o LI-7810 (CH4/CO2/H2O) e o LI-7820 (N2O/H2O). De acordo com o pesquisador, os equipamentos portáteis da LICOR possibilitam mais agilidade e precisão nas informações coletadas.
Em relação ao mapeamento com o uso de drones, o prof. Lucas Angelini, destacou que o Goiás Verde está produzindo uma rede de mapas inédita para o estado, que será disponibilizada no decorrer de 2026. O prof. Leandro Rodrigues, responsável pelo núcleo de ciência de dados, reforçou a importância dessa integração de diferentes áreas do projeto. Graças a esse caratér multidisplinar, a plataforma de mercado de créditos de carbono poderá ser construída com base nas características produtivas de Goiás, gerando oportunidades econômicas alinhadas com a realidade dos produtores rurais do estado.

A última etapa do tour foi conduzida pelo prof. Fernando Cabral, que apresentou aos participantes do 2° Dia de Campo do Goiás Verde as funcionalidades de uma torre de fluxo. O equipamento reúne uma variedade de sensores em sua estrutura, coletando dados relacionados às condições do solo (calor e umidade), o fluxo de gases e os parâmetros meteorológicos de uma área. A torre é equipada com o SmartFlux, um software que otimiza o processamento destes dados na nuvem, criando uma rede de informações em tempo real e acessível para todas as equipes do projeto.



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