Mudanças Climáticas e Mercado de Ativos Verdes são destaques do segundo dia do 5° Ceagre Agro Experience e do 1st ISCAR
- CEAGRE

- há 4 dias
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A programação da manhã reuniu as palestras do simpósio internacional, enquanto a vespertina trouxe mesas redondas do 5° Ceagre Agro Experience.

O segundo dia dos eventos integrados entre Ceagre e IF Goiano, 19 de maio, deu início ao circuito de palestras do 1st International Symposium on Climate and Agricultural Resilience (ISCAR). O palco do Centro de Excelência em Agricultura Exponencial, em Rio Verde (GO), recebeu o prof. Vara Prasad, pesquisador e docente da Kansas State University dos Estados Unidos (EUA).
O livre-docente coordena o laboratório de “Sustainable Intensification Innovation” da instituição. Ele possui cerca de 505 artigos em periódicos nacionais e internacionais, 60 capítulos em livros e 5 obras editadas, que foram citadas mais de 41.000 vezes. Ele está entre os 1% dos acadêmicos mais mencionados e influentes do mundo.
O palestrante abordou as estratégias desenvolvidas pela Kansas State University para contornar os desafios das mudanças climáticas. No decorrer de sua fala, o prof. Vara abordou como diferentes culturas agrícolas reagem às adversidades do ambiente, como soja e milho. Pioneiro em estudos sobre otimização de recursos naturais, o pesquisador explica a importância do desenvolvimento de pesquisas pautadas por uma agricultura regenerativa e cíclica.
A segunda palestra da manhã foi ministrada pelo prof. Nelson Facundo Rodriguez, da Universidad Industrial de Santander, em Bucaramanga, Colômbia. Em sua participação, o pesquisador destacou os projetos desenvolvidos no seu país para fortalecer a produção de culturas características de uma região tropical, como o café e o cacau. Os seus estudos exploram a ecofisiologia vegetal, com foco no sequestro de carbono e o aproveitamento dos recursos naturais em diferentes condições de cultivo.

A programação vespertina dos eventos integrados focou nas mesas redondas do 5° Ceagre Agro Experience. O primeiro painel abordou os avanços e pesquisas desenvolvidas pelo projeto “Goiás Verde: Inovações em Carbono”, coordenado pelo Centro de Excelência em Agricultura Exponencial e o IF Goiano, com fomento da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI).
A mesa redonda foi moderada pela Márcia Lobo, gerente de CTI para Sustentabilidade da SECTI. Os participantes do painel representam diferentes aspectos do projeto Goiás Verde, com o prof. Fernando Cabral, líder Científico do Ceagre, a produtora rural Maria Vitória, da Fazenda Mata do Lobo, Valquíria Duarte, superintendente de Desenvolvimento Sustentável da SECTI, e por fim, Carl Bernacchi, pesquisador e docente na University of Illinois Urbana-Champaign (USA)
Os painelistas falaram sobre as suas experiências no Goiás Verde, trazendo ao público do evento um panorama geral de diferentes avanços desta iniciativa. Em execução há 12 meses, o projeto reúne uma infraestrutura de dados robusta relacionada à captura de carbono e as condições produtivas de 10 fazendas parceiras entre Rio Verde e Cristalina (GO). Estas informações estão disponíveis em um portal público, que demonstra de forma prática e imersiva os resultados conquistados no último ano.
O cronograma de ações da tarde foi encerrado com a mesa redonda: "Mercado de Créditos de Carbono e Ativos Verdes no Agronegócio". O bate-papo imersivo foi mediado pelo prof. Leandro Rodrigues, diretor Científico do Ceagre e docente no Campus Rio Verde.

O painel contou com a participação de figuras ilustres neste tema, como Rita Ferrão, presidente da Associação Brasileira de Crédito de Carbono e Metano (ABCARBON) e a profa. Valdiva Rossato de Souza, contadora e pesquisadora na UNEMAT ( Universidade do Estado de Mato Grosso). Para ampliar esse diálogo, a mesa redonda também trouxe Tiago Agne, gerente de Sustentabilidade do Grupo SLC Agrícola e Thiago Castro, assessor técnico de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da FAEG.
Em sua fala, Rita trouxe os avanços da ABCARBON na missão de consolidação de um mercado de ativos verdes efetivo no Brasil. Para a empresária, essa jornada só pode ser construída com o trabalho coletivo de diferentes setores do ecossistema, integrando produtores rurais, empresas, instituições de ensino e associações. A profa. Valdiva destaca no decorrer do bate-papo o papel da pesquisa científica na estruturação deste mercado, que se baseia fundamentalmente em dados e informações coletadas no campo.
Em estágio de evolução constante, o mercado de créditos de carbono no Brasil tem um potencial gigantesco, tanto no viés da sustentabilidade como no ganho econômico. No decorrer do painel, os representantes do agronegócio destacaram a importância de valorizar o papel das lavouras brasileiras, que estão implementando novas técnicas sustentáveis no campo e contribuindo para a preservação de uma cultura rica em produtividade.



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